Já há novidades no caso de Mónica Silva

Dois anos depois do desaparecimento de Mónica Silva, um grupo de jurados teve dúvidas e decidiu absolver Fernando Valente, o único arguido no caso. O Ano fica marcado, mais uma vez, pela violência doméstica, com mortes em família e famosos julgados.
8 de julho de 2025. Era quase meio-dia e um grupo de jurados, a partir do Tribunal de Aveiro, obrigou o País a recordar umas das bases do sistema judicial: ‘in dubio pro reo’, ou seja, na dúvida absolve-se o réu. Fernando Valente foi absolvido da morte de Mónica Silva. Os jurados admitiram naquele dia que nem sequer tinham ficado com a certeza de que a grávida da Murtosa morreu e por isso absolveram.
Para espanto de todos na sala, para espanto de muitos que estavam do lado de fora. Afinal, a opinião pública já tinha um veredicto, mas o tribunal não se deixou abalar pela pressão mediática.
Os jurados preferiram seguir pelo rasto de dúvidas que, aparentemente, o Ministério Público não conseguiu esclarecer num julgamento cheio de exceções, à porta fechada, com exclusão de publicidade e de proteção a um arguido que ora chegava algemado, ora chegava com as mãos nos bolsos.
O enredo quase cinematográfico do caso de Mónica levou o País a crer que Fernando Valente era o culpado do desaparecimento da grávida da Murtosa. Mónica era afinal uma mulher jovem, já com dois filhos, à espera do terceiro menino.
Estava apaixonada pelo solteirão Fernando, filho do Manuel e da florista Rosa, que não aceitavam aquela que seria a futura nora nem aquele que seria o mais recente herdeiro da família Valente.
Fernando não queria assumir o filho e, por isso, Fernando era o culpado. Tinha matado Mónica.






