Calor extremo vai afetar milhares de milhões de pessoas já nesta década, alerta estudo

Quase 3,8 mil milhões de pessoas poderão estar expostas a calor extremo até 2050, mas os impactos mais significativos deverão fazer-se sentir já nesta década, à medida que o planeta se aproxima do limite de aquecimento de 1,5ºC, conclui um estudo publicado na revista Nature Sustainability.
Os investigadores da Universidade de Oxford analisaram diferentes cenários de aquecimento global para estimar o número de pessoas que, no futuro, poderão viver em regiões onde as temperaturas ultrapassam os limites considerados seguros para a adaptação humana.
De acordo com as projeções, se a temperatura média global subir 2 ºC acima dos níveis pré-industriais, o número de pessoas expostas a calor extremo deverá quase duplicar até 2050, atingindo 3,79 mil milhões, cerca do dobro do registado em 2010.
No entanto, a maior parte dos efeitos deverá ser sentida nesta década, à medida que o mundo se aproxima do limite de aquecimento de 1,5°C, apontou à agência France-Presse (AFP) Jesus Lizana, da Universidade de Oxford, principal autor do estudo.







