Homem condenado a 25 anos de prisão por matar mulher com 49 facadas após discussão

Um caso de violência doméstica extrema está a chocar o país. O Tribunal de Almada condenou Pedro Antíqua Cruz à pena máxima de 25 anos de prisão pelo homicídio qualificado da mulher, Alcinda Cruz, de 46 anos, assassinada de forma brutal no Barreiro, a 8 de janeiro de 2025. A discussão que antecedeu o crime começou por causa do pagamento das explicações escolares do filho mais velho, mas rapidamente escalou para um cenário de horror que terminou com a vítima mortalmente atacada dentro da própria casa.
Segundo ficou provado em tribunal, citado pelo Jornal de Notícias, Alcinda viveu durante 17 anos sujeita a agressões, ameaças e comportamentos violentos por parte do marido. Pedro foi descrito na decisão judicial como uma pessoa “ciumenta, possessiva, agressiva e controladora”, incapaz de aceitar contradições. Além do homicídio qualificado, o arguido foi ainda condenado por dois crimes de violência doméstica: um contra Alcinda e outro contra a filha da vítima, hoje com 21 anos, que abandonou a casa em 2022 por medo do padrasto e devido a alegados comportamentos impróprios.
O momento do crime revelou contornos particularmente violentos. De acordo com os factos dados como provados, Pedro atacou Alcinda depois de a ver ao telefone a pedir ajuda à filha. Dominado pela raiva, começou por asfixiá-la e rasgar-lhe o pescoço à dentada, acabando depois por desferir 49 facadas fatais. Tudo aconteceu diante do filho do casal, de apenas 14 anos, que ainda tentou impedir a agressão e chegou a ligar para o 112, mas não conseguiu travar o ataque do pai.
A sentença agora conhecida volta a colocar em destaque o drama da violência doméstica em Portugal e o impacto devastador destes crimes no seio familiar. O caso deixou a comunidade do Barreiro profundamente abalada e gerou forte indignação pública devido à extrema violência utilizada no homicídio. Organizações de apoio às vítimas têm alertado para a importância de denunciar sinais de abuso e reforçar mecanismos de proteção antes que situações como esta terminem em tragédia.







