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Fernando Valente continua absolvido no caso da grávida da Murtosa após decisão da Relação

Fernando Valente continua absolvido no caso conhecido como o da grávida da Murtosa. O Tribunal da Relação do Porto manteve o entendimento que já tinha sido seguido pelo Tribunal de Júri de Aveiro e não deu razão aos recursos apresentados pelo Ministério Público e pela família de Mónica Silva.

No processo relacionado com o desaparecimento da mulher, Fernando Valente era o único arguido. Mónica Silva estava grávida de cerca de oito meses quando foi vista pela última vez, em 2023. O caso ganhou grande mediatismo e ficou marcado pela ausência do corpo, que nunca chegou a ser encontrado.

Em primeira instância, Fernando Valente tinha sido absolvido de todos os crimes de que estava acusado. Entre eles estavam homicídio qualificado, aborto agravado, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e moeda falsa.

Depois do acórdão proferido em Aveiro, o Ministério Público e a família de Mónica Silva recorreram para a Relação do Porto. No entanto, o tribunal superior entendeu manter a absolvição, deixando sem alteração o desfecho decidido em primeira instância.

A Relação considerou que não havia fundamentos para modificar o acórdão de Aveiro. Assim, os recursos foram julgados improcedentes e Fernando Valente mantém-se absolvido no processo.

O desaparecimento de Mónica Silva continua a ser o ponto central deste caso. A mulher desapareceu na Murtosa quando se encontrava numa fase avançada da gravidez, e a inexistência do corpo acabou por ter um peso relevante ao longo do processo judicial.

Com esta decisão, a absolvição de Fernando Valente fica confirmada pela Relação do Porto. Ainda assim, o caso da grávida da Murtosa permanece como um dos processos mais mediáticos dos últimos anos em Portugal, sobretudo pelas circunstâncias do desaparecimento e pelas respostas que continuam por conhecer.

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