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Emocionante! O testemunho de Alexandre Quintas que encontrou as crianças abandonadas: “Vendaram-lhes os olhos e deixaram-nos na floresta”

O país está colado ao caso das crianças francesas, abandonadas pela mãe e pelo namorado, numa estrada erma, no concelho de Alcácer do Sal, na passada terça-feira. Os meninos, de três e cinco anos, foram encontrados por um popular e salvos da morte certa.

O casal terá de se apresentar hoje perante o Juiz de Instrução Criminal em Setúbal, aguardando-se a confirmação oficial do início da audição dos detidos. A detenção da mãe e do padrasto ocorreu na tarde de ontem, na localidade de Fátima, pondo fim a dois dias em que os suspeitos estiveram em parte incerta, desde o momento do abandono na terça-feira até à sua localização pelas autoridades.

Os detalhes operacionais revelam que a GNR conseguiu intercetar o casal após investigações subsequentes ao alerta do resgate das crianças, tendo os arguidos pernoitado nas instalações policiais daquela cidade antes de serem transferidos sob custódia para o tribunal.

As informações que começam a surgir sobre os perfis dos envolvidos traçam um cenário complexo sobre a estrutura familiar destas crianças. Sabe-se que a ligação entre a mãe biológica e o suposto padrasto é recente, estimando-se que o relacionamento tenha começado há cerca de um mês e meio ou dois meses, um dado que a investigação tenta cruzar com as motivações que levaram ao abandono dos menores. Enquanto decorrem as audições no tribunal de Setúbal para apurar as responsabilidades criminais do casal, o foco vira-se também para o futuro e proteção dos irmãos de três e cinco anos.

As duas crianças francesas encontram-se já integradas e devidamente protegidas junto de uma família de acolhimento temporária. Paralelamente, o processo de entrega e regresso à família biológica parece estar a acelerar, uma vez que existem fortes indícios de que o pai das crianças já se encontra em território português para articular com as autoridades judiciais e de proteção de menores a respetiva custódia e o regresso seguro dos filhos.

“É preciso dizer que o Tribunal de Família e Menores funcionou muito bem no terreno”, adianta a psicóloga clínica e forense Maria Cunha Louro.

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