Fogo que começou em Vouzela já queimou mais de sete mil hectares

De acordo com o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), o fogo que eclodiu pelas 3 horas de quinta-feira em Vouzela e se estendeu, depois, a Oliveira de Frades e Tondela (Viseu) e Águeda (Aveiro), a área ardida situava-se, ao início do dia desta sexta-feira, nos 7191 hectares, estando em expansão, já que o incêndio lavra há mais de 33 horas e permanece ativo.
Os mais de sete mil hectares correspondem a cerca de 10 mil campos relvados de futebol de 11.
Os dados consultados pela agência Lusa pelas 12 horas, sustentados na informação recolhida pelos sensores VIIRS e Modis (instalados a bordo de satélites que orbitam a Terra), permitem ainda estimar um perímetro de incêndio com mais de 50 quilómetros (km), que se desenvolveu para oeste e sudoeste (em direção ao município de Águeda, pela zona florestal do Préstimo) e também para sul e sudeste, para as vertentes da serra do Caramulo, já no concelho de Tondela.
Já as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para a zona onde o incêndio permanece ativo, indicavam, às 12 horas, uma temperatura estimada de 29,3º centígrados e humidade relativa de 25,6%, segundo dados publicados na página fogos.pt.
De acordo com os mesmos dados, é expectável uma subida da temperatura do ar ao longo do dia (máxima de 34,8º às 18 horas) e uma queda abrupta da humidade relativa para um valor mínimo de 13% pelas 19 horas.
Ainda segundo o IPMA, a velocidade média estimada do vento cifrava-se, à mesma hora, em redor dos 18 quilómetros/hora (km/h) – com rajadas que poderiam chegar aos 43 km/h -, sendo, no entanto, de esperar uma redução da intensidade do vento ao longo do dia, voltando a aumentar a partir das 21 horas.
No combate às chamas do incêndio que eclodiu em Vouzela estavam, pelas 12.40 desta sexta-feira, um total de 955 operacionais, apoiados por 308 viaturas e nove meios aéreos.







