Enfermeira condenada por homicídio no Algarve detida na Indonésia

A enfermeira Mariana Fonseca, condenada a 23 anos de prisão pelo assassinato de Diogo Gonçalves, foi detida em Jacarta, na Indonésia, confirmou o Correio da Manhã. A mulher, atualmente com 29 anos, encontrava-se em fuga desde o ano passado, depois de a sentença ter transitado em julgado e de terem sido emitidos mandados internacionais de detenção.
O crime ocorreu em 2020, no Algarve, e chocou o país pela sua brutalidade. Segundo a investigação, Diogo Gonçalves, um jovem informático de 21 anos, foi drogado e posteriormente asfixiado pelas duas mulheres com o objetivo de lhe roubarem cerca de 70 mil euros, valor que tinha recebido de uma herança.
Mariana Fonseca terá cometido o crime com a então companheira, Maria Malveiro. Após o homicídio, as duas mulheres esquartejaram o corpo da vítima para ocultar o crime, sendo que algumas partes do cadáver nunca chegaram a ser recuperadas pelas autoridades, o que aumentou ainda mais o impacto mediático do caso.
Inicialmente, Mariana Fonseca chegou a ser absolvida em primeira instância. No entanto, o caso foi revisto pelo Tribunal da Relação, que acabou por condená-la a 25 anos de prisão, pena posteriormente reduzida para 23 anos pelo Supremo Tribunal de Justiça. Entretanto, Maria Malveiro viria a suicidar-se enquanto se encontrava detida.
A detenção de Mariana Fonseca ocorreu na quinta-feira em Jacarta e a enfermeira já terá constituído advogado na Indonésia. Segundo informações avançadas, a arguida pretende contestar o processo de extradição para Portugal, o que poderá prolongar o processo judicial até que as autoridades decidam se será ou não entregue à justiça portuguesa para cumprir a pena.







