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O caso que marcou a vida de Renato Seabra para sempre!

Para o cronista social, a viagem era quase como uma lua-de-mel, enquanto o jovem modelo, então com 21 anos, via na experiência uma oportunidade de se lançar no mundo da moda.

Instalados no 34.º andar do Hotel Intercontinental, os dias foram passados em clima de turismo, mas aquilo que começou como uma estadia de sonho terminou em tragédia. Poucos dias antes do regresso a Portugal, Renato assassinou brutalmente Carlos Castro no quarto 3416, num crime que se tornou notícia em todo o mundo.

De acordo com as declarações do próprio durante o julgamento, o ex-modelo descreveu em detalhe o ataque: agarrou Carlos pelo pescoço, usou um saca-rolhas para o esfaquear e mutilar, atingiu-o com o monitor de computador e prolongou a agressão por cerca de uma hora. Após o crime, tomou banho, vestiu um fato e abandonou o quarto.

Na saída do hotel, cruzou-se com Vanda Pires, amiga do cronista, a quem respondeu evasivamente antes de desaparecer pelas ruas da cidade. Pouco depois, daria entrada num hospital de Nova Iorque, onde acabaria por ser detido.

Condenação e vida na prisão

Renato Seabra confessou o crime e foi condenado a 25 anos de prisão a perpétua, pena que cumpre no estabelecimento de alta segurança Clinton Correctional Facility, em Nova Iorque. Desde então, recebe visitas da mãe, Odília Pereirinha, e da irmã, ainda que de forma menos regular.

O futuro do ex-modelo já tem datas definidas: em setembro de 2035, terá a primeira audiência para avaliar a possibilidade de Liberdade Condicional. Caso a consiga, em março de 2036 poderá obter a liberdade plena e regressar a Portugal. Por essa altura, Renato terá 46 anos e enfrentará uma realidade completamente diferente daquela que deixou.

Entretanto, a família seguiu caminhos distintos — a irmã, Joana Seabra, é hoje deputada da Assembleia da República — enquanto Renato continua a cumprir a sua pena, à espera de um possível recomeço.

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