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Despiste sem testemunhas mata casal e deixa menino de oito anos em coma

Um trágico acidente com uma moto-quatro, ocorrido ao final da tarde desta segunda-feira, 13 de julho, na aldeia de Cotelo em Castro Daire, provocou a morte imediata de um casal de ex-emigrantes e deixou o filho mais novo, de 8 anos, em estado considerado “muito grave”.

O alerta foi dado para um despiste seguido de um possível incêndio, que acabou por não se verificar, mas ao chegarem ao local, os populares depararam-se com um cenário desolador, encontrando as três vítimas estendidas no asfalto junto ao veículo, segundo avançou o “Correio da Manhã”.

Como não houve testemunhas oculares no momento do despiste, a investigação para apurar as causas exatas do acidente apresenta-se complexa. A equipa de investigação de acidentes de viação do Destacamento da GNR de Viseu já procedeu à recolha de indícios no local para tentar reconstituir o trágico sinistro.

De acordo com as primeiras informações, o acidente terá ocorrido quando o veículo ter-se-á desgovernado ao fazer uma curva pronunciada à direita e muito inclinada. Sem que ainda se conheçam os motivos, a moto-quatro galgou o rail protetor da estrada, tendo os três ocupantes acabado por cair desamparados por uma encosta íngreme, numa queda de cerca de 15 metros de altura.

“Encontrámos as três vítimas inconscientes, duas delas em paragem cardiorrespiratória. Efetuámos as manobras até à chegada da equipa médica de emergência”, explicou José Ferreira, adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, ao “Correio da Manhã”.

O óbito de António José Saraiva, de 48 anos, e de Carla Dias, de 47 anos, acabou por ser declarado no próprio local do acidente. Santiago, de 8 anos, sobrevivente da queda, foi estabilizado pelas equipas médicas no local e transportado de urgência, de helicóptero do INEM, para o Hospital Pediátrico de Coimbra, onde deu entrada por volta das 22 horas de segunda-feira.

O menor encontra-se atualmente internado em coma e em estado considerado “muito grave”, devido às múltiplas fraturas sofridas na sequência da violenta queda.

A tragédia familiar ganhou contornos ainda mais dramáticos pelo facto de o casal ter um segundo filho, de 19 anos. Quando os pais e o irmão se despistaram a caminho de casa, o jovem encontrava-se na residência da família a trabalhar. Ao tomar conhecimento do acidente, o jovem deslocou-se de imediato para o local, onde permaneceu durante cerca de duas horas enquanto decorriam as operações de socorro e remoção dos corpos, de acordo com a mesma publicação.

O INEM disponibilizou ainda equipas de apoio psicológico para o terreno, para prestar assistência direta aos familiares das vítimas, e aos restantes habitantes da aldeia de Cotelo.

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