Crime em Valpaços: madrasta diz que era vítima de violência doméstica e que ouvia vozes

Sem nunca negar o crime, a mulher de 48 anos disse que era vítima de violência doméstica, que não dormia bem e que ouvia vozes.
Mas, segundo a investigação, há fortes evidências de um crime premeditado movido pelo desejo de vingança após uma discussão familiar que envolveu o filho, de 12 anos, e o companheiro, o pai da vítima.
O objetivo seria simular um rapto. Para isso, Eulália antecipou-se ao autocarro escolar e apanhou Lara à porta da escola. Levou-a com o falso pretexto de uma consulta médica. A menina nunca seria vista com vida.
A madrasta de Lara vai aguardar julgamento atrás das grades, na prisão de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. Está indiciada pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver. Arrisca a pena máxima de 25 anos de cadeia.






