Novas Revelações Sobre Crianças Abandonadas em Alcácer do Sal: Acidente por Negligência Leva Autoridades Francesas a Intervir

O caso das duas crianças francesas encontradas abandonadas em Alcácer do Sal ganhou novos contornos dramáticos após o regresso dos menores a França. Zacharie e Barthélémy, de apenas 3 e 5 anos, voltaram ao país de origem no final de maio, mas a estabilidade que se esperava para os irmãos acabou por durar pouco tempo. As autoridades francesas decidiram intervir novamente depois de alegadas situações de negligência envolvendo a avó materna, que tinha ficado responsável pelos menores.
As informações mais recentes foram reveladas por Alexandre Quintas, o padeiro português que encontrou e ajudou as crianças quando estas foram abandonadas na berma de uma estrada em Portugal. Em declarações na CMTV, Alexandre explicou que recebeu atualizações através do jornalista francês Jérôme Pin. Segundo o relato, os irmãos foram inicialmente entregues à avó materna em Colmar, mas a situação terá rapidamente levantado preocupações junto dos serviços de proteção de menores.
De acordo com as informações divulgadas, a avó terá deixado as crianças sozinhas em casa enquanto brincavam com halteres. O incidente terminou com o irmão mais velho a sofrer uma fratura num dedo da mão, situação que levou à intervenção imediata das autoridades francesas. O acidente doméstico foi considerado suficientemente grave para desencadear uma avaliação das condições em que os menores estavam a viver.
Perante os acontecimentos, os serviços sociais franceses decidiram retirar a guarda das crianças à avó materna. Zacharie e Barthélémy foram posteriormente encaminhados para uma família de acolhimento, numa tentativa de garantir maior segurança e estabilidade emocional. A decisão surge poucos meses depois de os irmãos terem sido protagonistas de um dos casos mais chocantes de abandono infantil registados em Portugal nos últimos anos.
Visivelmente emocionado, Alexandre Quintas lamentou o percurso atribulado vivido pelos menores e demonstrou preocupação com o impacto psicológico de tantas mudanças. “Parecem bolas de pingue-pongue que andam a ser atiradas de um lado para o outro”, afirmou. O caso continua a sensibilizar a opinião pública, enquanto cresce a esperança de que as duas crianças possam finalmente encontrar um ambiente seguro, estável e capaz de lhes proporcionar o futuro que merecem.







