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Tia de Mónica mantém a esperança após anos de sofrimento: “Nem que seja só os ossos”

Filomena Silva, tia da jovem, garante que, apesar do tempo que passa, a esperança permanece intacta — sustentada sobretudo pela fé.

Em declarações ao Notícias de Coimbra, Filomena confessou que continua a acreditar que o corpo da sobrinha possa ainda ser encontrado. Questionada sobre essa possibilidade, respondeu com emoção contida: “O sobrinho já deve estar… mas o corpo da Mónica… alguma coisa.” E acrescentou, sem hesitar: “Tenho esperança até ao fim.”

Mais do que respostas judiciais, o desejo da família é humano e profundamente emocional. “As minhas orações são sempre para que ela apareça, nem que seja só os ossos”, revelou a tia, explicando que esse desfecho permitiria à família viver o luto de forma digna. “Para ter um funeral digno”, sublinhou.

Filomena acredita que esse momento teria um impacto determinante não só para os restantes familiares, mas sobretudo para os filhos de Mónica. “E o descanso da família e dos filhos, para que os filhos possam ir pôr uma flor ou falar com a mãe”, disse, emocionada.

Ao longo do testemunho, a tia partilhou ainda a sua própria vivência com a perda, recordando a mãe, que já faleceu. “Já não tenho mãe e por vezes falo com ela perante Deus. Desabafo, sozinha”, confidenciou, mostrando como a fé se tornou um refúgio essencial nos momentos mais difíceis.

Apesar da dor prolongada e da ausência de respostas concretas, Filomena Silva garante que não abdica da esperança. Para si, acreditar até ao último instante é a única forma de continuar — em nome de Mónica, dos filhos e de toda uma família que anseia, acima de tudo, por paz.

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