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Caso Carlos Castro: Renato Seabra revelou ao inspetor o que terá motivado o crime em Nova Iorque

O homicídio de Carlos Castro, cometido por Renato Seabra num quarto do Hotel InterContinental, em Nova Iorque, continua a marcar a memória pública pelo carácter brutal do crime. O caso voltou a ser abordado no programa ‘Portugal Criminal’, da SIC, que recuperou informações sobre as conversas entre o antigo manequim e Rick Tirelli, inspetor policial que acompanhou o processo. De acordo com o testemunho divulgado, o ex-modelo terá explicado ao agente o que lhe passou pela cabeça antes de atacar o cronista social, com quem mantinha uma relação amorosa.

Segundo o relato de Rick Tirelli, o confronto terá surgido num contexto de dúvidas pessoais e de uma discussão entre os dois homens. O inspetor contou que Renato Seabra lhe teria dito que não existiam discussões anteriores daquela dimensão, mas que, naquele momento, algo mudou. «Começou a ter dúvidas e muitas questões sobre si próprio, sobre se ainda era homossexual ou se queria continuar a sê-lo», terá explicado o agente, ao descrever aquilo que ouviu do ex-modelo. Estas declarações fazem parte do testemunho recuperado pelo programa televisivo e não alteram a gravidade dos atos cometidos.

O inspetor descreveu ainda a sequência de agressões que terão ocorrido no quarto 3416 do hotel nova-iorquino. De acordo com o relato divulgado, Renato Seabra terá começado por estrangular Carlos Castro e, depois, utilizado um saca-rolhas para o atacar repetidamente. O testemunho refere também que o ex-modelo terá mutilado a vítima, pisado o seu corpo com ténis e recorrido a um monitor de computador para lhe desferir golpes na cabeça. A violência dos atos descritos ajuda a compreender a dimensão de um crime que chocou Portugal e teve repercussão internacional.

Nas conversas relatadas por Rick Tirelli, Renato Seabra terá afirmado que o episódio se prolongou durante cerca de uma hora a uma hora e meia. O inspetor recordou que o ex-modelo associava o que tinha feito a um conflito interior, utilizando a ideia de que existiriam «demónios» dentro de si. Segundo o agente, essa foi a explicação apresentada por Renato para justificar a violência contra Carlos Castro. Trata-se, contudo, de uma justificação atribuída ao próprio, que não deve ser confundida com uma explicação clínica ou com uma validação dos motivos do homicídio.

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