Mãe acusada de homicídio após alegadamente recusar medicação ao filho de 4 anos

Uma mulher de 37 anos foi acusada de homicídio involuntário no estado do Michigan, nos Estados Unidos, depois de alegadamente se ter recusado a administrar a medicação prescrita ao filho de 4 anos, que acabou por morrer na sequência de várias convulsões. O caso remonta a janeiro deste ano e está a gerar forte comoção.
Segundo as autoridades, a criança sofria de convulsões e tinha sido internada dois dias antes da morte, após vários episódios. No hospital, a equipa médica conseguiu estabilizar o menino e prescreveu um tratamento para prevenir novas crises. No entanto, de acordo com a investigação, a mãe, identificada como Latoya Washington, decidiu interromper a medicação depois de levar o filho para casa, contrariando as indicações clínicas.
Nos dias seguintes, a criança voltou a sofrer várias convulsões. A 25 de janeiro, os serviços de emergência receberam um alerta para uma criança que não conseguia respirar numa residência em Michigan. O menino foi transportado para o hospital, mas acabou por não resistir.
Na sequência da investigação, as autoridades concluíram que existiam indícios suficientes para responsabilizar a mãe pela morte da criança. O chefe da Polícia de Southfield, Elvin Barren, sublinhou a importância de seguir as recomendações médicas, afirmando que “as crianças, sobretudo aquelas com problemas de saúde, estão dependentes das decisões de adultos responsáveis” e apelou aos pais e cuidadores para cumprirem os planos de tratamento e procurarem ajuda médica sempre que o estado de saúde de uma criança se agrave.
Latoya Washington foi detida e posteriormente presente a tribunal. Após pagar uma fiança de 20 mil dólares, ficou em liberdade mediante o cumprimento de várias medidas de coação, incluindo a utilização de um dispositivo de localização por GPS. A próxima audiência judicial está marcada para o dia 2 de julho, altura em que o processo deverá conhecer novos desenvolvimentos.







