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Quinze anos após condenação, Renato Seabra tem nova estratégia para escapar à pena pelo assassinato de Carlos Castro

Renato Seabra, de 36 anos, quer sentar-se no banco dos réus e sofrer contra-interrogatório para tentar reduzir a pena mínima de 25 anos de prisão, que pode tornar-se perpétua.

O novo advogado do ex-modelo português condenado nos EUA pelo assassinato de Carlos Castro no hotel Intercontinental, em 2011, está há vários meses a preparar uma moção para tentar reverter a pena, que só poderá ser negociada daqui a 10 anos. Neste momento, já foram cumpridos 15 anos de prisão.

Scott B. Tulman, ex-procurador de homicídios e advogado especializado em diferentes crimes, assumiu a defesa do ex-modelo em 2014 a pedido da família do ex-modelo. Em declarações ao ‘Observador’, o responsável comentou que “os documentos da moção estão a demorar tanto tempo porque o Renato está pessoalmente envolvido no processo. A comunicação com uma pessoa numa prisão de segurança máxima não é fácil, mas é necessária”.

Tulman defende que Renato Seabra deve testemunhar, ao contrário do que aconteceu no julgamento de 2012. O ex-advogado de Renato Seabra, David Touger, alegou na altura que o seu cliente era “inocente devido à doença mental ou desequilíbrio”. O que acabou por não ter o efeito que a defesa esperada no final do julgamento

Agora, caso a moção seja aceite, Renato Seabra poderá falar sobre a tragédia de 7 de janeiro de 2011.

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