Quarto revirado e sangue por todo o lado: o relato do ataque de Renato Seabra a Carlos Castro

Quinze anos depois da morte de Carlos Castro, o caso que envolveu Renato Seabra continua a ser recordado pelos contornos violentos do crime. Rick Tirelli, antigo inspetor de homicídios da Polícia de Nova Iorque, foi um dos investigadores que esteve no quarto 3416 do Hotel InterContinental, junto à Times Square, e ainda hoje considera aquela uma das cenas de crime mais marcantes dos seus 30 anos de carreira.
O investigador descreveu um quarto completamente desarrumado, com objetos partidos e vestígios de sangue. Entre os elementos encontrados estavam um monitor de computador destruído, um par de ténis ensanguentados e um saca-rolhas que, segundo os investigadores, terá sido utilizado durante a agressão. Carlos Castro, então com 65 anos, apresentava várias lesões. Renato Seabra, de 21 anos, acabaria por ser identificado como responsável pela morte e condenado a 25 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua.
O investigador descreveu um quarto completamente desarrumado, com objetos partidos e vestígios de sangue. Entre os elementos encontrados estavam um monitor de computador destruído, um par de ténis ensanguentados e um saca-rolhas que, segundo os investigadores, terá sido utilizado durante a agressão. Carlos Castro, então com 65 anos, apresentava várias lesões. Renato Seabra, de 21 anos, acabaria por ser identificado como responsável pela morte e condenado a 25 anos de prisão, com possibilidade de prisão perpétua.
Segundo o relato feito por Rick Tirelli, baseado nas declarações prestadas por Renato Seabra aos investigadores, uma discussão terá estado na origem do ataque. O jovem terá dito que queria regressar a Portugal, mas desconfiou da informação de Carlos Castro de que já teria comprado a passagem. A discussão terá escalado e, de acordo com o relato do inspetor, a violência prolongou-se durante cerca de uma hora e meia, com Renato Seabra a utilizar diferentes objetos que se encontravam no quarto.
O caso viria posteriormente a ser discutido em tribunal, onde a defesa tentou demonstrar que Renato Seabra se encontrava num estado mental alterado no momento do crime. A tese apresentada não convenceu o júri e o ex-modelo acabou condenado a uma pena de 25 anos de prisão, mantendo-se detido no estado de Nova Iorque. Para Rick Tirelli, porém, permanece sobretudo a memória do que encontrou naquela noite: um quarto destruído e uma cena que, muitos anos depois, continua presente na sua memória.







