Nacional

Interferência externa agita caso ‘Jesus-CR7’

Um telefonema a pressionar Jorge Jesus para ler um comunicado de oito pontos na conferência de imprensa antes do jogo com a Dinamarca e a defesa de Ronaldo feita na segunda-feira por Piers Morgan agitaram o caso ‘Jesus-CR7’.

As interferências externas a que Jorge Jesus aludiu referem-se a um telefonema que o selecionador recebeu antes da conferência de imprensa em Copenhaga e a um ‘comunicado’ de oito pontos que lhe foi entregue por Simão Coutinho para ler, como revelou na segunda-feira Vítor Pinto na CMTV. O objetivo era Jesus pedir desculpa a CR7. O selecionador leu os dois primeiros pontos e recusou-se a ler o resto. Na conferência de imprensa, mostrou-se agressivo e lembrou que quem mandava na seleção era ele e que nenhum jogador o faria mudar de ideias.

Ronaldo, que regressou aos treinos do Al Nassr (ver peça ao lado), tem mantido o silêncio e foi o apresentador e amigo Piers Morgan quem fez a sua defesa no programa que tem no YouTube: “Jesus pediu desculpa a Ronaldo e a Pedro Proença e disse que ia explicar, para o exterior, que tal não devia ter acontecido.”

“Em vez de pedir desculpa, fez o contrário, imitou Ten Hag [ex-treinador do Man. United]. Envergonhou o Ronaldo, colocou-o dentro de uma caixa, dizendo que todos os jogadores são importantes, blá-blá-blá, o que também irritou Ronaldo”, afirmou, acrescentando que o selecionador prometeu que CR7 jogaria 30 minutos com a Noruega: “O Ronaldo concordou, aqueceu 25 minutos, não entrou e ficou ainda mais chateado pela falta de respeito, o treinador voltou atrás na sua palavra. Para o Ronaldo, é uma questão de respeito, foi-lhe prometida uma coisa e aconteceu o oposto, aqueceu e não entrou, o que ele julgou muito desrespeitoso. Até que pensou: ‘Vai-te f…’. E foi-se embora de avião. E o treinador continuou a ir a conferências de imprensa dizer o oposto do que lhe tinha dito.”

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