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Joana Cipriano: 22 anos depois do episódio mãe quebra o silêncio

Joana tinha apenas oito anos quando desapareceu, a 12 de setembro de 2004, na aldeia de Figueira, no concelho de Portimão. Nesse dia, saiu de casa com 10 euros para ir a um estabelecimento próximo e nunca regressou.

O paradeiro da menina nunca chegou a ser conhecido. A mãe, Leonor Cipriano, e o tio, João Cipriano, acabaram condenados no âmbito do caso, apesar de Leonor continuar a defender a sua inocência.

Agora, 22 anos depois, Leonor revelou um segredo que volta a trazer novas dúvidas sobre o que poderá ter acontecido à filha e admite acreditar que Joana possa estar viva. A mãe revelou que suspeitou do irmão logo naquela noite, depois de este ter saído pouco depois da menina. “Assim que o meu irmão foi atrás dela eu desconfiei logo”, contou. Leonor acredita agora na possibilidade de João ter vendido a sobrinha, depois de, segundo afirma, ter recebido informações nesse sentido: “Já me disseram certas pessoas que ele a vendeu”. Esta possibilidade leva-a a manter a esperança de que a filha possa estar viva. Por sua vez, João Cipriano apresenta uma versão diferente e acusa a própria irmã de ter vendido Joana por 50 mil euros. Nenhuma destas versões sobre uma alegada venda está comprovada.

Leonor, atualmente com 54 anos, lamentou ainda o impacto que todo o caso teve na sua família ao longo de mais de duas décadas. Joana Cipriano teria hoje 30 anos.

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