Recém-nascido encontrado morto em centro de resíduos em Cascais abre investigação da Polícia Judiciária

O cadáver de um recém-nascido foi encontrado na passada quinta-feira numa empresa de gestão de resíduos localizada em Trajouce, no concelho de Cascais, tendo o caso gerado forte consternação e motivado a intervenção imediata das autoridades. A descoberta terá sido feita por funcionários da unidade durante o processo habitual de triagem de lixo.
De acordo com informações recolhidas no local, o corpo do bebé terá sido identificado nos tapetes de separação de resíduos, uma fase do processo industrial em que o lixo é encaminhado para triagem e reciclagem. Após a deteção da situação, foram acionados os meios de emergência e as autoridades competentes.
A tragédia voltou a colocar em destaque o tema da segurança ferroviária, especialmente entre os mais jovens. Especialistas alertam para a falta de perceção do perigo em zonas de circulação de comboios, sublinhando que estes veículos não conseguem travar rapidamente, sobretudo em contextos de alta velocidade dentro ou perto das estações.
Em declarações sobre o caso, o antigo funcionário dos CFF e deputado do Grande Conselho do Valais, Christian Roduit, reforçou a necessidade de prevenção e sensibilização. “Um comboio não é um carro. Não trava facilmente”, alertou, defendendo ainda que perante situações de risco deve ser acionada a polícia, sublinhando a importância de respostas rápidas para evitar novas tragédias.
Segundo informações já conhecidas, o jovem, identificado como Diego, seria de nacionalidade portuguesa e natural da vila da Sertã. Estão previstas cerimónias de homenagem em Aubonne, antes do traslado do corpo para Portugal, num momento de profunda consternação entre familiares, amigos e comunidade local.







